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O que as instituições de ensino podem aprender com o Flamengo?

No ano de 2019 o Flamengo foi a grande sensação do universo futebolístico nacional tanto pelo seu altíssimo desempenho em campo, quanto pelo modelo de gestão financeira e estratégica implementada pelo clube.

Muito do que foi feito já era praticado por diversas empresas de renome mundial e pode servir de reflexão e inspiração para ações dentro de nossas instituições de ensino.

Assertividade nas Contratações

O Flamengo contratou grandes atletas em 2019 e basicamente todos foram aproveitados como titulares. É claro que o investimento feito foi bastante alto, mas no fim, mesmo com a folha salarial mais alta dentre os clubes da série A, a razão entre valores pagos nos/aos atletas e receita é mais baixa que muitos clubes de ponta do país, mostrando que os investimentos estão sendo acompanhados por excelente retorno financeiro e de resultados.

Além disso, o clube apostou e se organizou a fim de criar todas as situações favoráveis para renovação com Jorge Jesus e sua comissão técnica, o que resultou em mais equilíbrio à uma equipe de ótimos jogadores com a certeza de investimentos à longo prazo. Vale dizer que um time de estrelas sem a coordenação de seu comandante dificilmente consegue chegar nos resultados esperados, como vimos com a seleção brasileira na Copa do Mundo de 2006.

O que podemos aprender com isso?

Vamos trocar atletas por professores e a comissão técnica pela equipe de coordenação pedagógica. O investimento na contratação de uma equipe sólida de professores faz toda diferença nos resultados obtidos pela instituição, afinal um grupo coeso e de alto nível técnico apresentará, naturalmente, menos dissonâncias com os discursos da direção, terá mais ânimo em se aprimorar e buscará cada vez mais elevar o nível de reconhecimento da instituição. Sejamos diretos: todo professor quer trabalhar em escolas com padrão elevado de organização e que valorizam seus profissionais. Quanto mais disso eles encontram, mais promotores da marca se tornam, não somente para outros profissionais, como para outros alunos que estão buscando locais para estudar. Lembre-se que investir em uma boa equipe não se resume a pagar bons salários, mas também a entender como as características daquele profissional podem ajudar a instituição a alcançar suas metas.

Já do ponto de vista da equipe pedagógica, de nada adianta uma grande equipe de docentes, sem um timoneiro para poder apontar onde se quer chegar e o que pode ser feito ou adaptado para alcançar esse objetivo. Nesse sentido, precisamos ter muito cuidado e tato escolher um novo coordenador pedagógico para nossa equipe. Nem sempre um ótimo professor se tornará um ótimo coordenador já que as responsabilidades e relações com os demais professores serão diferentes do que eram antes. Por outro lado, os professores tendem, naturalmente a serem mais receptivos com coordenadores que já vivenciaram (ou vivenciam) a realidade de uma sala de aula, pois isso os confere mais propriedade e empatia no momento de observar uma aula e devolver um feedback.

Para conferir a segunda parte dessa série clique aqui

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